Uma resposta que virou automática quando tratamos qualquer assunto com alguém, é o famoso “manda por e-mail”, marcar uma visita, apresentar um novo produto, até mesmo perguntar para o colega do lado se ele vai almoçar ou não e onde.
As pessoas comentam casa vez mais que não suportam ler tantos e-mails por dia, porém é a primeira coisa que respondem quando lhes é oferecido uma nova oportunidade, uma promoção, um novo produto ou serviço, até mesmo algo do cotidiano, seja de um fornecedor externo novo ou já atendido com freqüência.
Por outro lado, ouvimos muitas vezes antes mesmo de saber valores, condições ou qualquer informação o famoso “vou te passar um e-mail” parece que este termo está se tornando sinônimo de “não tenho interesse”.
Não tenho interesse em saber o que quer que você tenha para me oferecer, me passe um e-mail; não tenho interesse em lhe dar uma informação sobre o meu produto agora, vou lhe passar um e-mail.
Enquanto milhares de e-mails contendo intermináveis lâminas sem sentido, já vistas há séculos, correntes, prometendo mudos fundos e outras tantas coisas mais, enchem nossa caixa, nosso tempo e nossa paciência, clientes continuam aguardando a tal proposta por e-mail que não chega nunca, de pessoas que usam o famoso “me manda um e-mail” apenas uma desculpa para por fim ao atendimento, levando para o esgoto qualquer chance de uma negociação ir adiante.
Não podemos deixar de lembrar que o e-mail é uma ferramenta importantíssima de vendas, ele não consegue vender nada, nada substitui o contato, que muitas vezes só será conseguido após muitos e-mails enviados, porém ele sozinho não consegue nada. Lembre-se que antigamente ligava-se para o cliente para saber se ele havia recebido uma proposta que havia sido entregue por mala direta (correio), se havia entendido a proposta, estava com dúvidas, e se poderia ser marcado uma visita para esclarecer melhor as dúvidas.
Mandar um e-mail tem que ser para facilitar uma entrada, fazer uma pré-apresentação, ter um motivo para ligar agendando uma visita, trazer o cliente para si, afinal de contas não existem tantos clientes assim disponíveis no mercado, a ponto de desperdiçar oportunidades tão preciosas.
Sempre que possível procure resolver tudo pessoalmente, se lhe for solicitado um e-mail, envie, acompanhe o assunto, vá até o fim, se for o caso, assinale como não lido os assuntos pendentes, aproveite os recursos disponíveis, e faça acontecer.
Afinal de contas, não é um simples “e-mail” que vai tirar o lugar de um profissional tão importante e fundamental chamado vendedor.
E se ficar alguma dúvida, lhe responderei com o maior prazer, “por e-mail”.
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